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Real Confraria do Maranho Tel:+351 931108832  E-Maill
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Apresentação da Real Confraria do Maranho

 Esta página foi elaborada com o intuito de lhe facultar um conjunto de informações, que possam contribuir para um melhor e mais esclarecido conhecimento da Real Confraria do maranho. A informação contida nesta página é naturalmente resumida. Assim, as dúvidas, que queira ver esclarecidas, devem ser-nos, preferencialmente, colocadas, através dos contactos que irá encontrar neste sítio.

A Real Confraria do Maranho foi oficializada, notarialmente, em 19 de Março de 2003. Conforme consta dos seus Estatutos, “é uma associação cultural sem fins lucrativos” (Art. 1º), “tem âmbito nacional” (Art. 3º) e “tem por fim específico o levantamento, defesa e divulgação do Património Gastronómico da Região das Beiras em geral e em especial do Maranho” (Art. 4º), propondo-se, entre outros aspectos, “apoiar a elaboração e divulgação de trabalhos sobre a Gastronomia Regional e em especial do Maranho, designadamente sobre a sua história e antigas técnicas de confecção” (Art. 4º), sem esquecer a sua responsabilidade de solidariedade social, destinando, do saldo da conta de administração, “vinte por cento para doação a obras sociais a determinar pela Assembleia Geral, devendo ser dada preferência a obras ligadas à infância ou à terceira idade” (Art. 31º).

Tem sede na vila de Pampilhosa da Serra, concelho, situado no centro de Portugal, que pertence à designada Zona do Pinhal Interior Norte, entre as Serras da Lousã e da Estrela. Localiza-se, mais ou menos, a meio da distância, entre Coimbra e Castelo Branco. Com uma área de cerca de 400 Km2, é composto, actualmente, por oito freguesias, com escassa densidade populacional, que tem vindo a diminuir progressivamente (11,3 - Censos 2011). Na década de 40, do século passado, a população do Concelho atingia os 15 000 habitantes, registando 7493, em 1981; 5797, em 1991; 5220, em 2001 e 4481, em 2011. O Índice de Envelhecimento é três vezes superior à média nacional e o Índice Demográfico situa-se 50% abaixo da média de Portugal.

O solo é bastante montanhoso, essencialmente de tipo xistoso, com afloramentos quartzíticos, na direcção Noroeste-Sudeste, densamente florestado, predominando o pinheiro bravo e o eucalipto, quando os fogos permitem. Tem uma rede hidrográfica importante, destacando-se os rios Zêzere, Ceira e Unhais, onde pontuam as barragens do Cabril, Ceira e Santa Luzia. Outrora, era um concelho, essencialmente, agrícola (agricultura de subsistência) e pastorícia, cujo fim está á vista, como consequência do envelhecimento da sua população.

Embora as primeiras manifestações da presença do homem, nesta área, possam ser datadas, por volta do 4º milénio antes de Cristo, conforme é referido na “Carta Arqueológica do Concelho de Pampilhosa da Serra”, de Carlos Batata e Filomena Gaspar, é escassa a informação sobre a origem do Concelho, devido aos poucos documentos e outras fontes, anteriores ao séc. XIV. Segundo alguns autores, ter-se-ia formado em finais do séc. XII, início do séc. XIII; apontam, outros, o séc. XIV, como data do seu aparecimento. Com certeza, sabe-se que D. Dinis lhe outorgou foral, em 1308, elevando-a à categoria de vila; que D. João I lhe confirmou este estatuto e que D. Manuel I lhe deu novo foral, em 1513.

A génese da Real Confraria do Maranho, como a das outras Confrarias, remonta às Confrarias Medievais, que assentavam “em princípios de solidariedade e de sociabilidade, em que os fins religiosos e assistenciais modelaram, inicialmente, a sua existência. Congregando pessoas dos mais diferentes estratos sociais, níveis culturais e económicos, consolidaram-se e diversificaram os seus objectivos ao longo dos séculos, embora mantendo as características provindas dos valores oriundos da Idade Média” (“Real Confraria do Maranho – História e Tradição”, de Mário Nunes e José Espírito Santo, Edição da Real Confraria do Maranho).

As transformações políticas e sócio-culturais, decorridas ao longo dos séculos, motivaram alterações nos comportamentos e condutas sociais das populações. Com o aparecimento das democracias de cariz ocidental, deu-se uma valorização do património cultural, como algo identificador das comunidades e das nações. Criou-se, assim, o ambiente propício ao aparecimento de instituições de cidadãos, para promoverem a inventariação, salvaguarda e revitalização da herança cultural, que estivera em vias de extinção. É neste cenário que surgem as Confrarias Gastronómicas, actuando na área do património gastronómico nacional, para a sua salvaguarda e promoção.

Tem sido nesta política que a Real Confraria do Maranho tem envidado todos os esforços e concentrado a sua atenção na divulgação, salvaguarda e valorização do Maranho, que é o prato mais tradicional do cardápio culinário do Concelho de Pampilhosa da Serra.

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