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Real Confraria do Maranho Tel:+351 931108832  E-Maill
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Breve Historial do Maranho

Imagens à beira do Rio ZêzereO Maranho é uma espécie de enchido, constituindo um prato característico da Beira Baixa, mais comum na parte ocidental, Zona do Pinhal-Interior Sul, que apresenta, no entanto, algumas variações nos ingredientes utilizados. Era um prato que se preparava, essencialmente, nas principais festas religiosas (Festa da Aldeia, Natal, Carnaval, Páscoa), nos casamentos e nos batizados, únicas datas em que se comia carne de rês (cabra). No resto do ano, a carne que se consumia era a de porco.

O Maranho é um exemplo da arte de aproveitar ao máximo os recursos e de conferir a produtos, à partida menos nobres, como as vísceras dos animais, a qualidade de ingrediente emblemático de uma receita de festa.

O que distingue o Maranho, confeccionado em Pampilhosa da Serra daquele que é confeccionado nos outros Concelhos daquela Zona, é a utilização da erva aromática Serpão, naquele Concelho, enquanto que nestes se usa a hortelã. Embora pareça um pormenor de somenos importância, é o suficiente para o tornar distinto de todos os outros, justificando-se, assim, a existência da Real Confraria do Maranho, de Pampilhosa da Serra.

O Maranho não deve ser confundido com o “bucho recheado”, que é de porco. Em zonas mais a norte, já na Beira Alta, há algo semelhante chamado “molhinhos”, “borlhões” ou “burulhões”.

Sendo característico desta região, encontra-se em vários países do Mediterrâneo, donde, segundo algumas opiniões, terá sido introduzido na Península Ibérica, pelos mouros, ou pelos judeus, largamente difundidos na região beirã. Mesmo que não tenha sido assim, podemos pensar na Cozinha Mediterrânica, pois, embora o recheio seja diferente, são notórias as semelhanças, quer na confecção, quer na preparação do bucho, neste caso de gado ovino, entre os Maranhos e os Bakbouka ou Oumamine, os Kercha ou Douwarra, o Osbane ou Douwara Mhchia, pratos tradicionais dos países do Magreb (Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia), obrigatórios no dia de l’Aid al-adha ou al-Kbir. Este é o dia em que se celebra a submissão de Abraão à vontade de Deus, que lhe ordenou que sacrificasse o seu filho, mas que o Anjo Gabriel substituiu por um carneiro. Trata-se duma festa, essencialmente, familiar, na qual é sacrificado um carneiro.

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